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Projeto de extensão disponibiliza obras literárias gratuitas para pacientes e acompanhantes do Campus Saúde

Nas terças e quintas-feiras, entre 14 e 16 horas, pacientes, acompanhantes, trabalhadores e transeuntes em geral do campus Saúde da UFMG têm disponível uma biblioteca móvel com obras literárias para empréstimo gratuito. A ação de extensão faz parte do projeto “Leitura é Saúde”, coordenado pela professora Karla Rona da Silva, do curso de Gestão de Serviços de Saúde da Escola de Enfermagem da UFMG. Os objetivos são associar o prazer da leitura ao atendimento em saúde, difundir o processo de humanização no Campus, proporcionar entretenimento e incentivar o hábito da leitura.

A biblioteca foi concretizada com a colaboração da sociedade que doou mais de mil exemplares de livros em campanha realizada na Escola de Enfermagem no início deste ano. Livros de crônicas, literatura brasileira, romance, literatura infantil, literatura formativa acadêmica e de ensino médio ficam disponíveis nas praças do campus, próximo aos ambulatórios, ao Hospital das Clínicas e no estacionamento.

De acordo com a professora Karla Rona, o projeto conta com a participação de alunos dos cursos de Enfermagem, Gestão de Serviços de Saúde, Nutrição e Medicina que além de realizar os empréstimos, cadastrar as pessoas em um banco de dados e pactuar a data de devolução, apresentam aos interessados a sinopse dos livros. “Até este mês de novembro, cerca de 900 pessoas já foram acolhidas pelo projeto. A experiência tem sido muito gratificante e tem oportunizado momento mútuo de aprendizado. Os usuários têm relatado que, por meio do projeto, têm ocupado a mente com leitura agradável e isso contribui para que esqueçam um pouco dos problemas que passam. Ouvir isso é muito gratificante e nos faz perceber que o objetivo do projeto tem sido alcançado”.

Ilda

A aluna do curso de Gestão de Serviços de Saúde Fernanda Gonçalves de Souza é voluntária no projeto e afirmou que o perfil do público atendido é de 81,37% de pessoas do sexo feminino, 18,63%, do público masculino, 88,4% adultos e 11,6% infanto-juvenil. Ela explicou que o projeto é avaliado continuamente pelo docente, discentes e profissionais técnicos administrativos, e também pela comunidade participante, visto que lhes é garantido o espaço para que expressem suas opiniões e sentimentos em relação à participação no projeto. “São realizadas reuniões com o objetivo de acompanhar o planejamento e desenvolvimento das atividades, o desempenho dos discentes e permitir discussões teóricas sobre temas relacionados ao projeto, contribuindo para a formação acadêmica e cidadã”, pontuou.

Ainda de acordo com ela, os estudantes destacam que a participação na ação de extensão contribui para melhor percepção da importância da escuta qualificada, da empatia, do trabalho em equipe, da integração com a população, que são imprescindíveis para o seu futuro trabalho enquanto profissional. “Destaca-se ainda a importância de outros benefícios como sentimentos de paz, conforto, serenidade e bem-estar relatados pelos leitores. Assim, entendemos que este projeto tem o potencial de fortalecer a cultura da leitura e ser estratégico para melhor acolher e humanizar em saúde”, concluiu Fernanda.

Maria da Conceição Fiuza, de 66 anos, mora em Belo Horizonte, é paciente do Hospital das Clínicas e pegou um livro que pretende ler com os netos para que, segundo ela, possam aprender o que é poema. “Gostei muito de conhecer esse projeto, leitura e educação são os melhores caminhos. Distraio, desenvolvo e pratico a leitura, tirando um pouco da minha tensão nervosa”, ressaltou.

Ilda Silva Marques, 59 anos, é de Riacho Dantas, Bahia e estava no campus acompanhando a mãe, Madalena, que veio de Santana de Pirapama, Minas Gerais, fazer um exame. “Fiquei muito feliz em conhecer esse projeto maravilhoso, neste momento que ficamos aqui na espera, podemos praticar a leitura. Minha mãe tem 84 anos e adora ler, pegou livros para ela e para o neto. Vamos levar para nossa cidade e compartilhar com outras pessoas”.

Silvia Rosa de Almeida, 64, é servidora do Hospital das Clínicas e soube do projeto por meio de uma colega de trabalho, que já pegou diversos livros. “É uma ótima iniciativa. Pretendo vir sempre pegar livros e, além disso, doar os que tenho em casa”.