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Evento oferece estratégias de promoção da saúde, prevenção e tratamento multimodal da dor

Dor crônica; Depressão, Reabilitação em dor; Práticas integrativas; Analgesia Controlada pelo Paciente; Neuroestimulação medular e Controle endógeno da dor foram alguns dos assuntos discutidos na última sexta-feira, 18 de outubro, durante o evento “24 horas de combate à dor” realizado na Escola de Enfermagem da UFMG. O objetivo foi oferecer estratégias de promoção da saúde, prevenção e tratamento multimodal da dor de forma interdisciplinar.

Mesa de abertura evento celiaA coordenadora do evento, professora Célia Maria de Oliveira, explicou que a dor é definida pela Sociedade Internacional para Estudo da dor como experiência sensitiva e emocional desagradável associada a lesão real ou potencial dos tecidos. “A dor é um evento comum nos diversos cenários que envolvem a assistência à saúde, desde o nascimento até a morte, no âmbito hospitalar ou fora dele”.

Já a dor crônica, considerada um dos grandes problemas de saúde pública, tem duração além do tempo esperado; acomodação do sistema neurovegetativo; quadros de depressão e repercussão nas atividades de vida diárias.
No que diz respeito ao tratamento, a professora destacou correção das repercussões biológicas desfavoráveis; melhor desempenho físico, psíquico e social e investimento na qualidade de vida.

Práticas integrativas
Diversas práticas integrativas foram apresentadas como: Musicoterapia, Reike, Barras de Access, Cura Prânica, Hipsonoe, Biodança, Arteterapia. O estudante de Enfermagem da EEUFMG, Helbert Júnio de Oliveira, explicou que o método Reiki, criado pelo japonês Mikao Usui, é um sistema natural, de harmonização e reposição energética que mantém ou recupera a saúde. “É um método de redução de estresse. Reiki é um sistema próprio para despertar o potencial de autocura, captando, modificando e potencializando energia. Funciona como instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas”.

A hipnose, conforme explicou o Enfermeiro Intensivista Luiz Henrique Prado Coelho, é um estado natural do ser humano de ampliação de consciência, acessado através da combinação da imaginação e da concentração, hiperfoco, para ilustrar determinadas situações e reagir-lhes emocionalmente.
hipinose                                                                                                               Hipnose

A professora de Biodança, Isa Andrade, afirmou que existem vários caminhos para o alívio de dor e a biodança é um deles. “O grupo em Biodança representa o mundo lá fora e tem várias funções. Uma delas é a “permissão” onde cada um é respeitado da forma que é. Cria-se um campo magnético onde se projetam e refletem emoções, desejos e sensações físicas verdadeiras e únicas de cada pessoa”.

Nutrição e dor
A nutricionista Ludmilla Coelho Thomaz, mestranda em Nutrição e Saúde (UFMG) abordou o tema alimentação e dor.

nutricionista Ludmilla Coelho ThomazEla pontuou que os fatores nutricionais que contribuem para a inflamação são deficiência de vitamina D; desequilíbrio de ácidos graxos e hiperconsumo de açúcares simples e gorduras saturadas. "Deficiência de Vitamina D tem como efeitos adversos a inflamação sistêmica e a dor musculoesquelética crônica”. O excesso no consumo de ácido aracdônico e deficiência dos ácidos alfa-linolênico (ALA), gama-linolênico (GLA), eicosapentaenóico (EPA), docosahexaenóico (DHA) e oléico sutilmente aumentam a tendência nutrigenômica em favor da inflamação sistêmica. O consumo de ácidos graxos saturados, como em sorvetes e fast-foods levará ao aumento na produção de mediadores inflamatórios. O estresse psicoemocional crônico reduz a imunidade da mucosa intestinal favorecendo sua permeabilidade, disbiose e reações autoimunes inflamatórias e alérgicas.

Ainda de acordo com Ludmilla, fatores estressantes e depressivos na vida promovem o desenvolvimento, persistência e exacerbação dos distúrbios dolorosos e inflamatórios por mecanismos nutricionais, hormonais, imunológicos, oxidativos e microbiológicos.

Ela concluiu a literatura aponta que o consumo de dieta saudável é capaz de reduzir os níveis de marcadores inflamatórios, favorecendo a produção de citocinas anti-inflamatórias. “Tal dieta deve apresentar teor energético capaz de manter o peso corporal adequado, sendo composta por teor moderado de gordura, baixos teores de açúcares simples, de gorduras trans e saturada, sendo rica em frutas, hortaliças e alimentos integrais.