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Estudo sobre fatores associados à fragilidade em idosos no contexto da atenção primária é indicado ao Prêmio UFMG Teses

A tese da enfermeira Fabiana Ferraz Queiroga Freitas “Fatores associados à fragilidade em idosos no contexto da atenção primária”, orientada pela professora Sônia Maria Soares, foi indicada pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG como melhor trabalho defendido em 2018. A cerimônia de entrega dos certificados do Prêmio UFMG de Teses aconteceu na noite desta segunda-feira, 14 de outubro, no auditório da Reitoria, campus Pampulha. A premiação integra a programação da 28ª Semana do Conhecimento.

Segundo Fabiana, a tese resulta do convênio entre o Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais com a Universidade Federal de Campina Grande, no projeto de Doutorado Interinstitucional, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). "O estudo objetivou analisar os fatores associados à fragilidade em idosos no contexto da Atenção Primária em Saúde (APS) do município de Pombal, Paraíba. Trata-se de um estudo analítico correlacional de corte transversal, conduzido na abordagem quantitativa, que utilizou análise espacial, precedido por um estudo de análise temporal".

PREMIO UFMG DE TESES2Professora Sônia Soares, Fabiana Freitas, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida e a professora Kênia Lara, coordenadora do colegiado de Pós-graduação em Enfermagem

Os resultados apontam a necessidade de intervenções de saúde que favoreçam um bom estado funcional, observando variáveis como analfabetismo, baixa renda e incapacidades, que contribuem para a fragilização do idoso e precisam ser superadas. É importante, no contexto da fragilidade do sertão paraibano, a avaliação da Vulnerabilidade Clínico Funcional aplicada na APS, como estratégia de rastreamento precoce da fragilidade que pode contribuir com intervenções que minimizem essa condição e favoreça intervenções de cuidado capaz de garantir autonomia e independência dos idosos”.

Ainda de acordo com Fabiana, nesse sentido, as ferramentas de tecnologia de geoinformação se apresentam como potenciais ao fortalecimento do acesso aos serviços de saúde e melhores condições de vida e saúde do idoso, aspecto fundamental em um contexto de país em acelerado envelhecimento populacional, subsidiando o cuidado na perspectiva de oportunizar melhor qualidade de vida.

Eloquência dos números
O pró-reitor de Pós-graduação, Fábio Alves, lembrou que o ano de 2019 foi de dificuldades para a UFMG em razão do impacto de ações externas que comprometeram o financiamento da área e criaram obstáculos para a produção do conhecimento. No entanto, ele expôs um panorama que comprova a vitalidade da pós-graduação da Universidade, que possui, por exemplo, 65,5% dos seus programas com notas 5, 6 e 7 na avaliação da Capes.

“Temos números eloquentes, magnificados por uma excelência distribuída em todas as áreas do conhecimento”, disse o pró-reitor, acrescentando que, em quase sete décadas de história, a UFMG gerou quase 32 mil dissertações e 11,7 mil teses de doutorado. “Esse magnífico resultado não é apenas quantitativo. Revela-se, sobretudo, pela excelência dessa produção acadêmica, pelo seu impacto científico e pela relevância social”, observou o professor.

Déjà-vu e resistência
No pronunciamento que encerrou a cerimônia, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida destacou o empenho dos agraciados da atual edição (a 13ª) e dos das anteriores. “Vocês constituem um exemplo de dedicação, tenacidade e superação. Sabemos que não foi pouco o que vocês tiveram que abrir mão para chegar até aqui. A Instituição e o país lhes agradecem”, disse ela.

Reitora Sandra premio tesesSandra Goulart voltou a lamentar as dificuldades vividas nos dias atuais, que, em sua visão, dão certa sensação de déjà-vu, principalmente no âmbito das universidades públicas. “A nossa jovem universidade já viu, e viu de novo, depois mais uma vez, e agora mais uma, a ascensão do autoritarismo, a perseguição do livre pensamento, a ameaça ao funcionamento das instituições, a tentativa de seu estrangulamento financeiro, o desrespeito à autonomia, o culto à ignorância, ao obscurantismo e ao anti-intelecualismo”, criticou.

Ao fim do seu discurso, a reitora, que foi bastante aplaudida pelo público que lotou o auditório da Reitoria, disse que a cerimônia representava mais do que uma homenagem aos autores das melhores teses de 2018. “Ela sinaliza uma demonstração de força, esperança e coesão, um ato de resistência, a luta por um sonho para todos nós que fazemos parte desta comunidade que tanto amamos. Não podemos retroceder, não podemos esmorecer”, conclamou Sandra Goulart Almeida.
(Com Centro de Comunicação da UFMG)