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Professora fala sobre Dengue, Chickungunya e Zika Vírus em videoconferência

O Projeto Telenfermagem da EEUFMG / Programa Nacional de Telessaúde realizou no dia 29 de Junho a videoconferência sobre “Dengue, Chickungunya e Zika Vírus”, com a participação de 13 unidades conectadas no estado de Minas Gerais e Piauí. A videoconferência foi proferida pela professora Marise Oliveira Fonseca, coordenadora do centro de atendimento aos viajantes da Faculdade de Medicina da UFMG, que introduziu o assunto apresentando as características comuns entre os três vírus, sejam biológicas, epidemiológicas, clínicas e impactos na saúde pública. Afirmou que “a grande via de transmissão do vírus é por meio do mosquito do gênero Aedes, que é um vetor urbano e de difícil controle”.
Marise informou que o Zika Vírus também pode ser transmitido através do sangue, esperma e transmissão vertical. Segundo ela, as doenças transmitidas pelos três vírus, dengue, zika e Chickungunya, são doenças subtropicais.
Além disso, salientou sobre histórico das doenças infecciosas, que possuem sua origem na região da Ásia e África. Ao explicar o histórico da disseminação do zika vírus, associou o aumento da incidência do zika com o aumento de casos da síndrome de Guillain Barre e casos de microcefalia.

solangeA sub-coordenadora do Projeto Telenfermagem, professora Solange Godoy e a professora Marise Oliveira Fonseca

Apresentou os aspectos clínicos entres os três vírus, que são inespecíficos e são comuns aos três vírus. Dentre os principais sintomas destacou a febre, cefaleia, dor retro ocular, dor muscular e articular, exantema, conjuntivite. Salientou que as doenças, tratam-se de um quadro agudo de curta duração e que a maioria dos pacientes infectados pode não manifestar nenhum sintomas.

A professora apresentou, ainda, aspectos clínicos e laboratoriais, comparando as principais diferenças sobre a forma de manifestação dos sintomas de cada vírus. Em relação zika vírus destacou os seguintes sintomas hiperemia conjuntival, hipertrofia ganglionar, exantema, febre baixa ou ausência de febre e acometimentos neurológicos (principalmente para o feto, no caso de microcefalia). Na dengue destacou cefaleia, febre alta, perda de volumes e hemorragia espontânea. Na Chickungunya, destacou o edema articular. Informou que a leucopenia é comum nas três situações.
Destacou que, na dúvida de qual vírus está causando os sintomas, deve-se conduzir o caso, como se fosse dengue, devido a maior chance de evoluir para um caso grave.
Finalizou a palestra apresentando casos clínicos, de forma dinâmica com os participantes, discutindo o caso em tempo real, dando continuidade e explicando formas de maneja-lós. Destacou as orientações necessárias para passar para o paciente em cada caso e sobre a importância da notificação compulsória, no caso de dengue. Apresentou a importância das medidas de prevenção das doenças, através do controle do vetor.