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Comissão vai formular políticas para a questão animal nos campi

A UFMG instituiu, por meio de portaria, a Comissão Permanente de Política de Animais, que será responsável por propor e implementar ações destinadas à proteção da população animal nos campi.

De acordo com o professor Luiz Carlos Villalta, do Departamento de História da Fafich e presidente da Comissão, trata-se de medida para lidar com os problemas gerados pela presença desses animais no espaço acadêmico, principalmente em relação a questões ligadas a maus-tratos e abandono. “Isso nos aflige e preocupa. Um dos nossos objetivos é fazer o manejo ético dessas populações”, explica.

As ações da comissão, como esclarece Villalta, serão desenvolvidas sob a ótica do respeito à Lei de Crimes Ambientais, que preconiza que abandono e maus-tratos de animais, silvestres ou domésticos, são crimes. “As primeiras iniciativas serão educativas. A comunidade que frequenta os campi precisa internalizar que não se deve alimentar os animais, por exemplo. As espécies silvestres, como os micos e aves, devem procurar seu próprio alimento na natureza. Já os domésticos são alimentados por profissionais designados, que fornecem ração apropriada”.

Outra frente de ação diz respeito ao combate de crimes. Os porteiros e vigilantes serão orientados a registrar casos de abandono e maus-tratos, abordando a pessoa e informando à Divisão de Segurança Universitária. “Queremos coibir práticas criminosas. Reforçamos que os campi não são ambientes adequados para animais domésticos”, afirma o professor.

Hospital Veterinário
Villalta destaca que a Universidade oferta, por meio do Hospital Veterinário, serviço gratuito de castração de animais para tutores carentes, protetores e ONGs em Belo Horizonte. “É um problema que afeta não só a UFMG", diz o professor. Assista ao vídeo produzido pela TV UFMG.

A Comissão também pretende estabelecer amplo diálogo com as direções de unidades e órgãos a respeito das medidas a serem tomadas. “As iniciativas que vierem a ser adotadas serão formuladas em conjunto e sempre em conformidade com a legislação”, finaliza o professor Villalta.
(Com Centro de Comunicação da UFMG)