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Falta de higiene básica ameaça saúde

Segundo dados da nova pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 1 em cada 3 pessoas no mundo não têm acesso à água potável. Com a falta desse recurso, importante para os cuidados com o corpo e o ambiente, o contágio de doenças pode ser facilitado. Entra elas, estão as infecções de pele, hepatite e diarreias. Os diferentes tipos de higiene e seus cuidados no dia a dia são temas do Saúde com Ciência desta semana.

O professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, Marcos Vinícius Polignano, explica que a ausência de hábitos de higiene pode causar diversas patologias. “No caso pessoal, se você não cuida bem da saúde oral, por exemplo, para a remoção de restos de alimentos, você pode ter cáries, gengivites, infecções dentárias, abscessos… No caso da falta de cuidado corporal, você pode ter infecções de pele, furúnculo, abscessos, dermatites, dentre outras”, exemplifica.

Infográfico jornalismo Água e saneamento 305x1024 1O tratamento de água e esgoto é um cuidado de higiene coletiva. Quando não é realizado, algumas doenças infecciosas podem surgir, como diarreia, hepatite e gastroenterite. “Tem uma série de agentes que provocam quadros de diarreia e que são por contaminação ambiental”, complementa o professor. As crianças são consideradas mais vulneráveis ao ambiente e, consequentemente, às contaminações provocadas por ele. Isso porque elas exploram o meio ambiente quando engatinham e colocam a mão na boca, por exemplo.

Higiene alimentar
A falta de água tratada compromete, também, a higiene alimentar. A professora de nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG, Simone Cardoso, explica que esse conceito se refere ao “contexto da qualidade daquilo que a gente come, numa perspectiva sanitária”. De acordo com ela, a higiene alimentar é importante como uma medida para prevenir enfermidades que são transmitidas por alimentos contaminados.

Para evitar a contaminação, lavar bem os alimentos é um cuidado essencial, o que só é possível quando a água é tratada. Outro hábito importante é lavar as mãos antes de consumir os alimentos. No entanto, segundo dados da OMS e da Unicef, cerca de 3 bilhões de pessoas não têm instalações adequadas para lavar às mãos.

A ausência desse recurso básico pode provocar a febre tifoide, uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Salmonella typhi. Essa bactéria é encontrada somente no intestino de humanos. “Se uma pessoa for portadora dessa bactéria assintomática e esse agente chegar até o alimento, via fecal, (não precisa ter vestígios de fezes), ela invade o intestino, cai na corrente sanguínea e causa infecções, não só intestinais, mas extraintestinais graves, como a hepatite”, explica.

Cuidados com o ambiente
No âmbito coletivo, outras precauções devem ser tomadas, como retirar lixo de ambientes, bem como limpá-los com frequência e mantê-los ventilados. O professor Marcus Vinícius Polignano reforça que a higiene é um compromisso de todos: tanto dos cidadãos quanto do poder público. Para ele, o poder público deve garantir cuidados básicos com a higiene coletiva. “A gente deve exigir do poder público, seja da prefeitura, do estado ou das empresas de saneamento, que, efetivamente, naquela região em que a gente mora, não se tenha acúmulo de lixo, nem água de má qualidade. O esgoto deve ser tratado e os córregos limpos”, ressalta.

Além dos cuidados com o ambiente, para manter a higiene em dia alguns hábitos devem ser aplicados no dia a dia. Entre eles, lavar as mãos com freqeencia, principalmente após utilizar o banheiro, tomar banho todos os dias e escovar os dentes após as refeições.

Sobre o programa de rádio
O Saúde com Ciência reapresenta a série “Doenças Emergentes” entre os dias 28 de dezembro e 1 de janeiro de 2016. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde.
Ele também é veiculado em outras 175 emissoras de rádio, que estão inseridas nas macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.
(Com Centro de Comunicação da UFMG)