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Em exposição, público vive experiência sensorial da gravidez e do nascimento

A mostra Sentidos do nascer, que pretende estimular a mudança da percepção sobre o nascimento, a valorização do parto normal e a consequente redução das cesarianas desnecessárias está aberta ao público, no Parque das Mangabeiras, até 13 de julho. A exposição, resultado de projeto de extensão da Faculdade de Educação (FaE), tem entrada gratuita e pode ser visitada às sextas-feiras, das 13h às 17h, e aos sábados, das 10h às 16h.

setndidos do nascer1A exposição promove rodas de conversa, oficinas, sessões de vídeos e documentários e proporciona ao público a possibilidade de experimentar, de forma interativa, as sensações da gravidez e do nascimento.

No espaço Mercado do parto, a Lojinha da Maternidade Cirúrgica oferece produtos que ressaltam a ilusão consumista da felicidade fácil e rápida e a crítica ao tratamento da gestação e do parto como um negócio. Em outro ambiente, a sala Controvérsias, o visitante participa de videodiálogo travado entre pessoas que frequentemente opinam e influenciam a decisão da mulher sobre o parto com a multiplicidade de pontos de vistas e argumentos contra ou a favor do parto normal.

Volta ao útero
Na sequência, o público participa da experiência sensorial do Nascimento. Nesse ambiente, os visitantes escutam sons de batimentos do coração e ruídos reproduzindo o que a criança ouve quando está no ventre da mãe. Os participantes entram no útero e nascem, passando pelo canal de parto, revivendo o trabalho de parto. Ao fim, são recebidos pela imagem de uma grande e acolhedora mulher-mãe de braços abertos.

A mostra surgiu de um projeto de extensão no formato de exposição interativa, na qual as pessoas passam por vários ambientes: ficam grávidas, nascem de novo e participam de discussões sobre o fenômeno do nascimento. “Sentidos do Nascer contribui para a mudança da percepção sobre o nascimento, incentivando a valorização do parto normal. Ela proporciona uma sensação realista e esclarecimentos relevantes sobre o parto", destaca o professor Bernardo Jefferson.

Prêmios
O projeto foi idealizado pela pediatra e epidemiologista do Movimento BH Pelo Parto Normal e do SUS-BH, Sônia Lansky, e pelo professor da Faculdade de Educação da UFMG e historiador da ciência Bernardo Jefferson de Oliveira, por meio de parceria entre a UFMG e a Prefeitura de Belo Horizonte.

A exposição recebeu os prêmios InovaSUS 2015 – Gestão da educação na saúde e o Laboratório de inovação em educação na saúde 2018, ambos do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde. A iniciativa foi selecionada, pelo governo federal, em 2018, para o banco de práticas do primeiro Prêmio nacional para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

(Com Revista História, Saúde, Ciências - Manguinhos /Fiocruz)