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Projeto coordenado pela Escola de Enfermagem avaliou a adesão de hospitais de Minas Gerais aos desafios globais

Nesta sexta-feira, 31 de maio, foi realizada a reunião de devolutiva do Projeto "Panorama dos Desafios Globais da Organização Mundial de Saúde para Segurança do Paciente em Hospitais de Grande Porte em Minas Gerais", coordenado pela professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Adriana Cristina Oliveira, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Estadual de Saúde e financiado pelo Edital PPSUS da FAPEMIG. O evento reuniu mais de 60 profissionais gestores de núcleo do segurança do paciente, gestão da qualidade, controle de infecção e profissionais assistenciais de todas as regiões do Estado.

Adriana Oliveira ProfaDe acordo com professora, o objetivo do projeto foi avaliar a adesão aos desafios globais, propostos pela Organização Mundial de Saúde nos hospitais de Minas Gerais: higienização das mãos, Cirurgia segura e resistência bacteriana. “Tem aqui uma forte relevância, por se tratar de uma iniciativa de interesse nacional, considerando que a busca pela qualidade da atenção nos serviços de saúde, visando um cuidado seguro e livre de riscos aos pacientes, é responsabilidade de todos nós”.

Nesse projeto praticamente todos os hospitais de grande porte do estado foram visitados por pesquisadores da Escola de enfermagem com alunos bolsistas, alunos do programa de pós-graduação , junto com os profissionais da Secretaria de Saúde do Estado e do Município. “Foi uma experiência inédita, e muito gratificante, verificar in loco como essas instituições estão conduzindo esses desafios globais, que ações e políticas institucionais têm sido adotadas e que lacunas e limitações ainda precisamos resolver”, enfatizou Adriana.

A professora pontuou, ainda, que a participação dos hospitais foi de extrema relevância por permitir um conhecimento real da situação, favorecendo que políticas públicas bem direcionadas às suas necessidades possam ser instituídas, tanto no estado, quanto no município e nacionalmente. “A partir dos resultados, medidas de intervenção, subsídios para revisão de protocolos, políticas institucionais e ações normativas poderão ser propostas de forma a qualificar a assistência em saúde recebida pelo paciente a partir de um estudo inédito com abrangência ampla de aspectos fundamentais da prática assistencial”.

mesa de abertura adrianaNa mesa de abertura do evento, a diretora da Escola de Enfermagem da UFMG, professora Sônia Maria Soares, afirmou que na conjuntura atual do país,o tema desse projeto é de grande relevância e impacto favorecendo discussões fundamentadas e políticas direcionadas. “Hoje o contexto da segurança do paciente tem sido discutido amplamente em todos os âmbitos da atenção à saúde, nós sabemos que ações fundamentadas na prática dos hospitais podem contribuir de forma substancial na proposição de políticas públicas", disse.

Para Fabiano Geraldo Pimenta, Subsecretário de Vigilância e Promoção à Saúde do Município de Belo Horizonte, “a interação da Escola de Enfermagem, com a realização de projetos nos hospitais do Sistema Único de Saúde, voltados para o diagnóstico e, mais importante ainda, a partir desse diagnóstico, subsidiar o poder público a implementação de ações para melhorar as questões voltadas para a Segurança do Paciente, é de fundamental importância”. Segundo ele, a parceria e o projeto vão auxiliar e permitir um diagnóstico realista para que a secretaria possa avançar nas políticas que o município já vem buscando implementar.

Cibele Lúcia Amaral Silva Crivellari Leite, fiscal sanitário da Vigilância Sanitária de Belo Horizonte, explica que a segurança do paciente é, basicamente, conhecer os erros possíveis e evitáveis que ocorrem no dia a dia da assistência à saúde. “As falhas não representam tão somente a culpabilidade de quem está assistindo o paciente, mas também apontam falhas do sitema que favorecem que os eventos adversos ocorram, interferindo diretamente na qualidade assistencial. Os protocolos de segurança são conhecidos e muitos eventos adversos têm sido descritos, contribuindo para que medidas eficazes sejam implementadas deixando a compreensão de que só vamos conseguir melhorar e diminuir o índice de erros que ocorrem nos hospitais se estivermos todos unidos: gestores, profissionais de saúde, universidades e sociedade em busca desse mesmo objetivo”, disse.

Anderson Macedo Ramos, diretor de Vigilância em Serviços de Saúde da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, reforça a fala de Fabiano sobre a importância da parceria. “Essa parceria é muito importante para o Estado porque gera dados e informações que podemos trabalhar. Além de subsidiar as nossas ações das políticas de saúde voltadas para segurança do paciente no estado”, afirma.

Seguindo a mesma linha, a coordenadora de Investigação e Prevenção de Infecções e Eventos Adversos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Nádia Aparecida Campos Dutra, comenta: “Nós estamos para publicar a nomeação e criação do nosso Núcleo Estadual de Segurança do Paciente e, com certeza, esses dados vão subsidiar as nossas ações e estratégias para o Estado. Ajuda a ver, também, o que podemos fazer para melhorar cada vez mais para que possamos dar uma assistência com qualidade e mais segura para os nossos pacientes”.

Complementando a programção de devolutiva dos resultados, foi realizada uma atividade interativa com a professora da EEUFMG Eline Lima Borges, que abordou o TEMA "Prevenindo a úlcera por pressão como um evento adverso" e Tatiane Batista do NPS do Hospital das Clínicas que falou sobre as estratégias de comunicação visual para envolvimento multiprofissional na adoção às metas internacionais para segurança do paciente.

O enfermeiro do controle de infecçao da Santa Clara de Montes Claros, Guilherme Henrique Santos da Cruz, afirmou que o evento foi excelente. "Contribuiu de modo a nos fazer pensar a nossa prática nos hospitais de pequeno, médio e grande porte lá no interior de Minas Gerais, nos permitindo crescer, aprender, evoluir e desenvolver para trabalhar com os pacientes nas nossas intituições de modo a melhorar o foco na segurança do paciente e na prevenção das infecções relacionadas à assistência a saúde. Esses eventos proporcionados pela Escola de Enfermagem, coordenados pela professora Adriana, são enriquecedores.