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Tratamento de Feridas é tema de videoconferência

O Projeto Telenfermagem da EEUFMG / Programa Nacional de Telessaúde realizou no dia 22 de Junho a videoconferência sobre “Tratamento de Feridas” com a participação de 30 unidades conectadas no estado de Minas Gerais e Piauí. A videoconferência foi proferida pela enfermeira Sabrina Daros Tiensoli, mestre em Saúde e em Enfermagem e doutoranda pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, que iniciou o assunto relembrando algumas características da pele, como a anatomia, fisiologia e função.
Ela explicou os fatores que interferem no processo de cicatrização e as técnicas para realização da limpeza e desbridamento das feridas, destacando a existência de três tipos de desbridamento: o autolítico, o enzimático e o mecânico. “O tecido necrótico muitas vezes mascara o tamanho real da ferida, por isso, é comum após o desbridamento se achar que houve aumento no tamanho da ferida”, disse Sabrina.

SabrinaA sub-coordenadora do Projeto Telenfermagem, professora Solange Godoye a enfermeira Sabrina Tiensol

Sobre os tipos de coberturas, a enfermeira classificou em passivas: ocluem e protegem a ferida; interativas: mantêm a ferida úmida e favorecem a restauração do tecido; ou bioativas: estimulam diretamente a cascata de cicatrização. Além disso, informou que as coberturas podem ser primárias ou secundárias, sendo que, as primárias entram em contato direto com a ferida, enquanto as secundárias são utilizadas sobre a cobertura primária.
Em relação às coberturas utilizadas para o tratamento de feridas, Sabrina explicou a indicação e o mecanismo de ação de várias coberturas, entre elas: a sulfadiazina de prata, o hidrocoloide, o hidrogel, carvão ativado e de prata, alginato de cálcio, os Ácidos Graxos Essenciais (AGE), do filme de poliuretano, entre outros. Informou também sobre a maneira correta de manipular esses materiais, destacando a importância do uso de luvas e tesouras estéreis sempre que necessário, como no caso do uso do alginato de cálcio e hidrocolóide.
A enfermeira salientou, ainda, a importância da avaliação da ferida para escolher o curativo correto e obter o resultado esperado. Segundo ela, é necessário avaliar o estado de saúde geral do paciente, “não basta possuir a cobertura ideal, o estado nutricional, por exemplo, influencia muito no processo de cicatrização da ferida”, completou.