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Projeto de extensão promove ações educativas para mulheres em Centro de Saúde de Belo Horizonte

Fernanda centro de saudeO Dia Internacional da Mulher, 8 de março, convida para a reflexão sobre essa parcela da população que é a maioria no Brasil (e no mundo) sendo, grande parte dela em idade fértil, o que exige foco na promoção da saúde de gestantes e puérperas (mulheres que ‘deram à luz’ recentemente). É pensando nisso que o projeto de extensão da Escola de Enfermagem da UFMG, “Mulheres pelo Guarani: Um olhar feminino para a promoção da saúde”, realiza intervenções educativas direcionadas ao cuidado da mulher no Centro de Saúde Guarani do município de Belo Horizonte.

Segundo a professora Fernanda Penido Matozinhos, do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública (EMI), coordenadora do projeto, “trata-se de um Projeto de Extensão que objetiva produzir ações multiprofissionais de promoção da saúde com integração entre ensino (docentes e estudantes), serviço e extensão”. Ainda, de acordo com a coordenadora, o projeto visa, também, proporcionar às mulheres e à comunidade o resgate e o fortalecimento da autoestima, além de promover momentos de bem-estar, melhorar a qualidade de vida e estimular o autocuidado e a adoção de medidas de promoção da saúde.

As ações realizadas pelo projeto são de orientação e cuidados em saúde em vários aspectos: Grupo de mães com temáticas de pré-natal, parto e plano de parto, cuidados às mulheres e bebês no pós parto, orientações sobre vacinação de gestantes e puérperas, alimentação saudável, bem-estar e criação com afeto, são alguns dos temas das ações educativas realizadas. “Espera-se que tais ações, inerentes ao projeto, contribuam, mesmo que de forma indireta, para as políticas sociais”, afirma Fernanda. Além das ações presenciais, por meio de encontros coletivos periódicos, o projeto conta com um grupo no aplicativo de mensagens, Whatsapp, no qual, segundo a professora, são enviadas notícias, orientações e é realizada a educação em saúde de uma maneira virtual.

Marilia e enzo1Marilia Mota Ribeiro Rodrigues, uma das mães assistidas pelo projeto, conta que o grupo é um bom meio para tirar dúvidas e que o projeto é um auxílio para a vivência da maternidade. “O mais importante do Projeto é a divulgação tão clara e esclarecimentos sobre a maternidade. Desmistificação do parto vaginal, aleitamento materno sob livre demanda, educação com afeto, por exemplo”, contou. “Foi um divisor de águas participar das reuniões. Era a minha segunda gestação. Perdi com poucas semanas a primeira. O medo e insegurança estavam presentes. Muitas vezes fui ouvida com carinho ao tirar dúvidas e tranquilizada quanto aos medos”, completa Marília sobre sua experiência.

De acordo com Fernanda Penido, participam do Projeto docentes do EMI, bolsistas de extensão e outros estudantes de graduação e Pós-graduação, profissionais do serviço, enfermeiras e convidados externos. “São realizadas reuniões periódicas entre a equipe para avaliação e planejamento das ações e para discussão das próximas atividades. A equipe avalia as ações por meio de formulários preenchidos pelos participantes e se reúne para discutir melhorias”, narrou a professora sobre o funcionamento interno do projeto.
Redação: Teresa Cristina- estagiária de Jornalismo
Edição: Rosânia Felipe