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UFMG promete apoiar novos alunos em sua travessia

calouros ufmgNa cerimônia de abertura do primeiro semestre de 2019, realizada na manhã desta segunda-feira, 25, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida fez alusão ao lema da UFMG, Incipt vita nova (início de uma vida nova) para dar boas-vindas aos novos estudantes. “Vocês são a razão de ser desta Universidade e, nesta travessia, que será de muitas alegrias, mas também de alguns desafios, iremos apoiá-los em todo o percurso”, disse a reitora a uma plateia que lotou o principal auditório do CAD1, no campus Pampulha.

A reitora, que apresentou parte de sua equipe de trabalho, fez dois convites aos estudantes: “o primeiro, que vocês vivam a UFMG, que significa participar de tudo que a Universidade oferece além dos espaços das salas de aula, como atividades culturais, esportivas, de pesquisa e extensão. E o segundo pedido, que faço a cada um, é que defendam a universidade pública, que é de vocês, de todos nós, esse patrimônio de todo o povo brasileiro”, conclamou.

tem 55% de seus alunos egressos de escolas públicas. “Isso significa que é responsabilidade de todos nós defendermos essa universidade, cujo papel é melhorar a vida das pessoas. Melhoria que só virá com investimentos em educação, ciência e tecnologia”, enfatizou.

Protagonismo de habitantes
Em seguida, a professora da Escola de Enfermagem e integrante da Comissão Permanente de Saúde Mental da UFMG, Teresa Cristina da Silva Kurimoto, ministrou a aula magna Viver n(a) UFMG: considerações acerca do protagonismo dos sujeitos.

Tomando como referência o artista Arthur Bispo do Rosário, paciente psiquiátrico institucionalizado, morto há 20 anos, a professora e enfermeira conclamou os calouros a exercerem seu protagonismo como “habitantes e não visitantes”, da UFMG. “O tamanho desta Universidade é dado pela contribuição de muitas mãos. Cada um que chega é convidado a sair de seu lugar de conforto e contribuir na composição desses territórios, resultados da soma de chão e de gente. São as experiências culturais, a diversidade, o embate, o questionamento, que ajudarão a compor esses espaços físicos dos quatro campi, feito de prédios, corredores e ruas, mas também de gente. E onde tem gente, tem diversidade de conflitos, lacunas, onde cada sujeito ganha condições de construir novidades”, observou a professora.

teresa kurimotoPara Teresa Kurimoto, “seria muita contradição não entender que toda essa universalidade é que faz a UFMG viva, inquieta”. E reforçou o convite “para que os estudantes tomem para si a função de resposta, que significa ser sujeito protagonista, com responsabilidade de dizer 'não' a qualquer forma de homogeneização e, com a singularidade de cada um, construir coletivamente, saberes e práticas”.

Nessa perspectiva, acrescentou a professora, “é que a política de saúde mental da UFMG pretende ser inclusiva e acolhedora, para que cada um encontre a medida de seu protagonismo, construindo laços, assumindo embates e fazendo frente às relações de poder institucionalizadas”, concluiu.

Representantes do Diretório Central dos Estudantes também deram boas-vindas aos calouros, reafirmando a “luta em defesa da universidade pública e gratuita”.

Ainda no período da manhã, os estudantes assistiram a vídeos institucionais sobre a UFMG, a proibição do trote e o consumo consciente de água e energia elétrica nos campi, além da apresentação do Grupo de Percussão da UFMG, coordenado pelos professores Fernando Rocha e Fernando Chaib, ambos da Escola de Música.

A programação de recepção se repete na noite de hoje, também no CAD 1. Ao longo do mês de março, várias atividades de integração dos novos estudantes serão realizadas no campus Pampulha.
(Com Centro de Comunicação da UFMG)