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Campus Saúde recebe projeto de monitoramento e combate ao Aedes aegypti

projeto aedes3Dezenas de armadilhas GAT (Gravid Aedes Trap) foram espalhadas pelo campus Saúde da UFMG para capturar mosquitos Aedes aegypti. Já em andamento no campus Pampulha, a ação do projeto “Controle de Aedes na UFMG” passa a incluir a Faculdade de Medicina, Escola de Enfermagem, Hospital das Clínicas e demais unidades como ambulatórios e biblioteca. O objetivo é identificar as áreas de maior incidência, se há contaminações dos mosquitos e intervir conforme os resultados.

Depois de concluída a instalação das armadilhas, uma equipe de pesquisadores fará vistorias semanais para coletar os mosquitos e enviar para análise em laboratório. “Com a análise viral, poderemos detectar se o mosquito está infectado com dengue, zika ou chikungunya e entrar com ações de controle. O que também vai ser feito com a identificação das áreas com mais incidências”, informa a pesquisadora do laboratório responsável, Hilcielly Antunes.

Mas, para que o projeto tenha êxito, é preciso que as armadilhas não sejam usadas como lixeira, descarte de qualquer material ou sofra qualquer tipo de interferência. Colocadas em locais estratégicos e usando um cheiro específico para atrair os mosquitos, a presença de outro material e odor podem impedir a captura do Aedes e gerar resultados equivocados.

De acordo com Hilcielly Antunes, a expectativa é diminuir a incidência de mosquitos, assim como no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, onde foram feitos os testes preliminares do projeto. O local era reconhecido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte como ponto estratégico, ou seja, com alta incidência de mosquitos, mas deixou de ser após as ações resultarem na diminuição do número deAedes .

O projeto
O “Controle de Aedes aegypti s na UFMG” é uma parceria entre a Pró-Reitoria de Administração (PRA), por intermédio do seu Departamento de Gestão Ambiental, e o Laboratório de Ecologia Química de Insetos Vetores do ICB.

projeto aedes1Para alcançar o objetivo, o projeto segue três eixos: Uso de armadilhas de captura dos mosquitos, que fornecem informações sobre locais de maior infestação e de mosquitos contaminados; procura ativa por criadouros e modificação de condições favoráveis aos mosquitos; e conscientização da comunidade universitária.

Para mais informações, entre em contato com o projeto pelo controleaedes@dga.pra.ufmg.br ou (31) 3409-4635.

Doenças

No período chuvoso, como no verão, há aumento da possibilidade de criadouros, devido ao acúmulo de água e, possivelmente, de mosquitos. As típicas altas temperaturas também colaboram nessa equação, pois o Aedes aegypti se desenvolve melhor em ambientes quentes. Por isso, segundo o médico infectologista e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambás, a eliminação dos criadouros é a principal forma de prevenção da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, já que dificulta a procriação do vetor.

A dengue, mesmo com quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), apresenta sintomas semelhantes às outras infecções transmitidas pelo Aedes aegypti, como dores de cabeça, dor no corpo, febre e surgimento de manchas na pele. Assim, é recomendado uma consulta médica para que a pessoa receba as devidas orientações e o melhor tratamento.

Leia: Mosquito da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus
(Com Assessoria de Comunicação da Faculdade de Medicina da UFMG)