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3° Seminário de Extensão do Campus Saúde debate Interação Dialógica

Evento Integração dialógicaPara discutir estratégias para promover a interação dialógica na extensão, bem como ser um momento de troca de experiências entre comunidade, professores, alunos e servidores técnico-administrativos, foi realizado nesta terça -feira, 13 de novembro, na Escola de Enfermagem da UFMG,  o  3ª edição do Seminário de Extensão do Campus Saúde, promovido pelos Centros de Extensão (Cenex) da Escola de Enfermagem, da Faculdade de Medicina e do Hospital das Clínicas. 

Como representante dos centros das unidades, a coordenadora do Cenex da EE, professora Bruna Figueiredo Manzo, afirmou que o intuito do evento é aperfeiçoar e qualificar os projetos e ações no eixo transversal da extensão que é a Interação Dialógica. “Nessa perspectiva, esse evento traz como objetivo a discussão da temática tão importante em que é colocada a comunidade, também, como participante ativa da extensão”, disse.

A professora Sônia Maria Soares, diretora da Escola de Enfermagem destacou que no contexto da realidade social e no momento atual, é fundamental esse processo dialógico com a comunidade. “O terceiro seminário de extensão do campus saúde é uma iniciativa que tem se concretizado cada vez mais, demonstrando a importância de mantermos esse diálogo concreto”, comentou. Ainda segundo Sônia, a ocasião é bastante oportuna para o diálogo. “Não podemos deixar que as nossas ideias sejam alvo de desconstrução”, defendeu.

O professor da Escola de Arquitetura da UFMG, Glaucinei Rodrigues Corrêa, também coordenador do projeto “Catadores de Sonhos”, foi um dos palestrantes do seminário e defendeu a importância da discussão da temática. “Acredito que a Interação dialógica é, talvez, uma das diretrizes mais importantes da extensão, pois já se pensou no passado que a Universidade levaria conhecimento à comunidade e o que a gente percebe é que, na verdade, acontece uma troca”.

Elza de MeloAlém do professor da Escola de Arquitetura, estiveram presentes, também, como palestrantes, as professoras Elza Machado de Melo, da Faculdade de Medicina e Anamaria Fernandes Viana, da Escola de Belas Artes.

A professora Elza trouxe em sua fala um exemplo prático de Interação que é o projeto que coordena “Para elas, Por Elas, Por Eles, Por Nós”. De acordo com a professora, o projeto une usuários e profissionais da área da saúde e de outras áreas para trabalharem em uma perspectiva participativa, de modo a construir redes de enfrentamento da violência. “A base da criação do ambulatório é estabelecer uma relação simétrica, participativa, solidária e recíproca entre profissionais e entre as mulheres que lá chegam”, destaca.

A professora da Belas Artes contribuiu para o debate com a fala ‘Passos para a interação’ trazendo o tema para o contexto do projeto de extensão que também é coordenadora, o “Catadores de sonhos: design e dança para o bem-estar social”. O projeto trabalha a dança com pessoas em vulnerabilidade social, como pessoas com deficiência, adolescentes em situação de risco social, pessoas com autismo, catadores, mulheres de periferia.

Para Anamaria, o primeiro passo para que o projeto atinja essa diretriz é o silêncio e a escuta. “Devemos escutar de maneira atenta e delicada, porque, às vezes, a gente escuta, a pessoa fala e a gente já interpreta o que a pessoa quer falar. Deve ser uma escuta que deixa invadir e mudar o rumo do que se está querendo fazer”, argumenta. Segundo a professora, os projetos devem ser construídos conforme os caminhos que a comunidade indica, seus desejos e saberes. “Podemos, por exemplo, fazer uma proposta e ver como ela é acolhida e como a comunidade a transforma, antes de continuar”, completa.

Redação: Teresa Cristina– estagiária de Jornalismo
Edição: Rosânia Felipe
(Com Assessoria de Comunicação da Faculdade de Medicina)