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Prevenção do câncer de colo uterino é tema de webconferência

O Projeto Telenfermagem da EEUFMG realizou, no dia 6 de julho, a webconferência “Prevenção do Câncer do Colo do Útero” para os municípios de Minas Gerais cadastrados pelo Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes. O tema foi abordado pela enfermeira Sabrina Daros, doutoranda em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFMG e Professora de Enfermagem da Faculdade Ciências da Vida.

sabrinaSabrina citou a importância da realização dos exames preventivos, pois, apesar da fisiopatologia já ser conhecida, o número de mortes no Brasil ainda é grande. Acrescentou que o desenvolvimento do câncer do colo do útero acontece nas zonas de transformação,junção escamocolunar (JEC), local que ocorre a transformação do epitélio da ectocérvice de glandular para escamoso.

“O câncer de colo do útero tem baixa incidência em mulheres abaixo de 30 anos e índice elevado em mulheres entre 50 a 60 anos, justificando o rastreio dos exames e seus sintomas são: sangramento vaginal, leucorréiae dor pélvica. O HumanPapiloma Vírus (HPV) está envolvido no desenvolvimento do câncer de colo do útero em mais de 90% dos casos”, explicou.

Sabrina destacou que a maioria das mulheres serão infectadas por HPV, principalmente aquelas com vida sexual ativa e afirmou que o vírus HPV 16 e 18 estão presentes em mais de 80% dos casos de câncer e o período de evolução da patologia ocorre em cerca de 10 a 20 anos. Dentre os fatores de risco para o câncer de colo do útero, a enfermeira descreve o HPV; o comportamento sexual; a genética; a imunidade, a idade; o tabagismo; os contraceptivos orais e as dificuldades de acessibilidade aos serviços de saúde.

Como fatores de promoção de saúde, destacou a promoção de hábitos saudáveis;o controle de tabagismo e o acesso aos serviços de saúde. Alertou que a prevenção primária seria o controle do HPV e as vacinas anti-HPV (que devem ser aplicadas a todas meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos).

Fez considerações sobre a atribuição do enfermeiro em relação a coleta de material para o exame do Papanicolau, que de acordo com a resolução do COFEN, após dois exames negativos, o intervalo do exame passa para ser realizado de 3 em 3 anos. “Quem tem 65 anos e nunca fez o exame deve realizá-lo duas vezes num intervalo de 1 a 3 anos. Há ainda especificidades para grávidas, imunossuprimidas e mulheres sem atividade sexual. A coleta deve obedecer algumas especificidades também como evitar o uso de cremes lubrificantes, relações sexuais e os períodos menstruais”.

A enfermeira pontuou, ainda, a respeito dos materiais utilizados para a coleta das amostras do exame Papanicolau, bem como a técnica correta para realizar. Quantos aos resultados, ela explicou que o exame citopatológico normal indica normalidade nos resultados; atipias de significado indeterminado podem ser indicativo de grandes lesões, porém, não neoplásicas,exigindo repetição do exame de 6 a 12 meses elesões intraepiteliais escamosas já indicam preocupação para a possibilidade de câncer.

Sabrina ressaltou sobre a necessidade da atuação do enfermeiro no campo da prevenção e promoção da saúde da mulher, para realizar a busca ativa da população alvo para o câncer de colo do útero; prestar orientação sobre as doenças sexualmente transmissíveis; bem como, incentivar as mulheres para retornarem à consulta com o profissional para poder avaliar a condução clínica mediante aos resultados dos exames.