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II seminário sobre dor crônica apresenta tecnologias inovadoras no tratamento da dor

Celia Maria seminárioPacientes, familiares, profissionais de saúde e acadêmicos se reuniram na última semana para o segundo seminário sobre dor crônica que teve como objetivo apresentar tecnologias inovadoras para o tratamento da dor crônica e sensibilizar sobre a importância de valorizar os relatos dos pacientes.

A coordenadora do evento, professora Célia Maria Oliveira, afirmou que a dor crônica é considerada um problema de saúde pública e que este evento além de abrir espaço para troca de experiências, é uma oportunidade para a sociedade entender que o paciente é um cidadão, tem direitos e deve ser respeitado.

Ela falou, ainda, sobre mitos e verdades sobre dor crônica e ressaltou que foram convidados profissionais de destaque para apresentarem possibilidades de tratamento de pacientes com dor crônica. “O objetivo foi estimular os pacientes a procurarem opções de tratamento e que é importante sempre investir em qualidade de vida, essa é a perspectiva", disse. A professora Tânia Couto Machado Chianca apresentou o workshop sobre "Práticas Integrativas e Complementares", que contou com três áreas específicas de tratamento da dor: Acupuntura Auricular, Reflexologia Podal e Estimulação Huai Huai. Além disso, foram apresentadas no evento algumas técnicas como Reiki, agulhamento a seco e técnicas que promovem relaxamento.

O técnico em neuromodulação da JE Hospitalar, Jeferson Rodrigo Vieira Chavez, foi um dos palestrantes convidados. Ele falou sobre a neuroestimulação, sobre o estimulador medular, destacou a diferença entre dor crônica e dor aguda e passou um vídeo sobre a experiência de um paciente com o neuroestimulador. “A dor crônica não ter valor de proteção, permanece por tempo maior que o necessário para cura de uma lesão e traz consequências muito negativas para o indivíduo, a família e a sociedade. A dor aguda é o 5° sinal vital, alertando o indivíduo de que algo não está bem. É uma dor pontual, que desaparecerá assim que a sua causa for extinta", elucidou.

julio cesarOutro palestrante, Júlio Cesar Evangelista Alves, da empresa JYAS implantes afirmou que o neuroestimulador medular é um aparelho que produz estímulos elétricos para aliviar a dor dos pacientes, agindo por meio de “competição” nos receptores de dor. Além disso, falou sobre a bomba de morfina, pela qual se infunde medicação contínua para pacientes de dor crônica e dor oncológica.

“O neuroestimulador traz o alivio da dor. Associado a outras terapias, essa estimulação elétrica promove uma melhora na qualidade de vida dos pacientes. O diferencial do nosso produto é que muitos pacientes que tem essas dores crônicas precisam fazer, de tempos em tempos, ressonância magnética e o nosso produto permite que tal procedimento seja feito sem danos para o paciente”, explicou.

Júlio destacou também que esse tema é de grande importância para todos os alunos da área de saúde, pois “conhecendo outras tecnologias existentes para tratamento da dor crônica e dor oncológica, o profissional poderá desenvolver seu trabalho com mais qualidade, proporcionando maiores benefícios aos pacientes”, destacou.