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UFMG cria comissão para avaliar situação dos animais em seus campi

Vania GatosA situação dos animais domesticados e silvestres nos campi da UFMG será analisada por comissão instituída, neste mês, pela reitora Sandra Goulart Almeida. O grupo de trabalho, formado por professores e servidores técnico-administrativos, está encarregado de realizar estudos, como o levantamento do número de espécies e de animais que vivem cada unidade, e de apresentar uma proposta de política para casos de maus tratos e abandono registrados nos campi.

De acordo com a Portaria 115/2018, a comissão terá 60 dias para apresentar a proposta. O presidente da comissão, Luiz Carlos Villalta, professor da Fafich, destacou a questão do problema do abandono e maus tratos aos animais. “Isso acontece com gatos, cães e espécies que não são domésticas, mas que vivem nos campi universitários. Há indícios, por exemplos, que em determinados prédios estão aparecendo micos. Essa situação precisa de um cuidado especial porque vem se agravando”, pontuou.

No que diz respeito à UFMG, ele destacou que é preciso saber onde há o problema, quais são e o que se tem feito em cada uma das unidades para, a partir disso tudo, pensar de uma maneira global. “É esse o trabalho dessa Comissão, que é multidisciplinar, submetida à Reitoria e quer colaborar para que possa ser desenvolvida uma política para enfrentar essa questão dos animais domésticos e silvestre. É uma comissão que sabe que precisa dialogar com a sociedade e com o poder público nas esferas municipal, estadual e federal, porque não é um problema que a UFMG pode enfrentar sozinha, envolve a sociedade, o Estado brasileiro em suas diferentes instâncias”, finalizou.

No campus Saúde, há o projeto "Proteger e Cuidar", trabalho voluntário realizado pelas professoras da Escola de Enfermagem da UFMG, Vania Regina Goveia e Ana Lúcia De Mattia, que objetiva resgatar, cuidar e castrar os gatos que residem no campus. A professora Vania Goveia faz parte da comissão e destacou que é necessário uma política institucional para prevenir os maus tratos, principalmente o abandono de animais nos campi da UFMG. "Maus tratos contra animais é crime ambiental que pode resultar em detenção e multa, de acordo com a Lei Federal 9605/98. Em Minas Gerais temos a Lei Estadual 22.231/16 que define maus tratos e estabelece as sanções. A Comissão iniciou os trabalhos, partindo do conhecimento de iniciativas voluntárias e trabalhos que vem sendo realizados de forma isolada nas diferentes unidades", destacou.

Também integram o grupo as professoras Danielle Ferreira de Magalhães Soares, da Escola de Veterinária, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva, da Faculdade de Letras, e a bióloga Fernanda Louro de Sousa, do Departamento de Gestão e Ambiental (DGA).