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Nossa história

A Escola de Enfermagem Carlos Chagas (EECC) foi criada em 7 de julho de 1933, pelo Decreto Estadual n. 10.952, no Governo Olegário Maciel, como a primeira Escola de Enfermagem no Brasil situada fora do Rio de Janeiro. A criação foi fruto de uma iniciativa da Diretoria de Saúde Pública do Estado e da Diretoria da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Foi também a primeira escola estadual de enfermagem criada no Brasil e pioneira em diplomar religiosas.
Merece destaque o importante papel de Carlos Chagas, como incentivador da profissionalização da enfermagem no país. A modalidade externato foi a única opção para as primeiras alunas. Somente em 1935, a diretora Laís Netto dos Reys inaugurou o internato, em uma casa alugada pela Diretoria de Higiene na Rua Estevão Pinto, a Casa Amarela da Serra. O internato funcionou na Casa Amarela até 1954, exceto entre 1939 e 1942. No início, utilizava as dependências do Hospital São Vicente de Paulo e beneficiava--se de algumas disciplinas ministradas na Faculdade de Medicina.
Sem uma sede própria, a EECC funcionou em várias localidades: no Hospital São Vicente, em um prédio da Rua Santa Rita Durão (1940), na esquina da Rua da Bahia com a Rua Bernardo Guimarães (1947) e de volta ao Hospital São Vicente (1949). De 1954 a 1960, o internato funcionou no prédio do Hospital da Cruz Vermelha Brasileira, atual Hospital Semper, e em uma casa na Avenida Getúlio Vargas.
De sua criação até 1948, a EECC subordinava-se administrativa e financeiramente à Secretaria de Educação e Saúde de Estado de Minas Gerais. De abril de 1948 a dezembro de 1950, esteve vinculada à Escola de Saúde Pública da Secretaria de Saúde e Assistência do Estado de Minas Gerais. A direção sempre foi exercida por enfermeiras. Da sua criação até junho de 1949, a Escola contou com diretoras laicas. De 1949 até março de 1967 a direção foi feita por religiosas.
A anexação e federalização à Faculdade de Medicina ocorreram em 4 de dezembro de 1950. Em 1957, iniciou-se a construção de um prédio exclusivo para a Escola na Avenida Alfredo Balena. Em 1962, ficaram prontas as instalações da administração, as salas de aula, a biblioteca e as dependências do internato, mas as obras só terminaram efetivamente em 1972. A Escola alcançou o status de unidade autônoma integrada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1968, passando a ser denominada apenas Escola de Enfermagem da UFMG.
No seu Jubileu de Ouro, a Escola deu início à constituição de parcerias com outras instituições e à organização de sua estrutura de pesquisa. Foi criado o Grupo de Apoio à Pesquisa (GAP), vinculado ao Núcleo de Assessoramento à Pesquisa (NAPq) e o Banco de Dados de Bibliografia Convencional da área de Enfermagem (BDEnf), com coleta e indexação da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). O investimento na pós-graduação teve início com as especializações em Enfermagem em Saúde Pública e em Enfermagem Médico-Cirúrgica. A participação dos alunos, por meio do Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende (DAMAR), junto a professores e funcionários, na luta pelos direitos civis e políticos dos brasileiros iniciou-se no final da década de 1960 e fortaleceu-se nessa década. A Escola participou ativamente da luta pela reforma sanitária no Brasil e de projetos e atividades para apoiar a implantação do Sistema Único de Saúde.
Em 1991, a Escola de Enfermagem da UFMG sediou o Programa de Desenvolvimento da Enfermagem (PRODEN), definindo, entre suas linhas de trabalho, a criação da Rede de Escolas de Enfermagem de Minas Gerais, que passou a integrar a Rede de Enfermagem da América Latina (REAL). O PRODEN tinha como objetivos possibilitar e incentivar o intercâmbio e a divulgação do conhecimento em Enfermagem na América Latina. Foram criados o Curso de Mestrado em Enfermagem, em 1994, e a Revista Mineira de Enfermagem (REME), em 1996. Um dos desafios da Enfermagem Mineira, tendo a EEUFMG à frente das propostas, foi o de desenvolver a Estratégia de Saúde da Família, que representou mudança importante no modelo assistencial brasileiro. Houve alterações críticas nos currículos dos cursos de Enfermagem, de especialização e de capacitação dos profissionais de saúde para responder aos novos tempos da organização dos serviços e da assistência em saúde no País.
O Século XXI trouxe o desafio de mais um curso de graduação na EEUFMG. O curso de graduação em Nutrição foi criado em 2004, exigindo expansão também do espaço físico da Escola. Em 2006, foi inaugurado um novo bloco (Sul) e revitalizada a fachada do antigo prédio, agora denominado Bloco Norte da Escola de Enfermagem. O Curso de Mestrado foi reformulado, tornando-se multiprofissional em 2004 e, em 2005, a pós-graduação se ampliou com a criação do Curso de Doutorado em Enfermagem, constituindo o Programa de Pós-Graduação. Em 2009, mais um curso de graduação foi criado, no horário noturno, em Gestão de Serviços de Saúde.
O processo de estruturação da Escola como unidade acadêmica autônoma e de qualidade se consolida com o crescimento do ensino de graduação e pós-graduação, da pesquisa, e da extensão. Os novos cursos de graduação e pós-graduação têm crescimento constante. Surge a necessidade de novos espaços para abrigar laboratórios de pesquisa e de ensino. Assim, as comemorações dos 80 anos da EEUFMG são marcadas pela aprovação do projeto de construção de um novo prédio, em andamento.