Justificativa

A realidade no Brasil, com índices de cesáreas maiores que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde, vem apontando para a necessidade de um novo modelo que trate o processo do parto e nascimento dentro do contexto social, cultural, humano e de gênero, respeitando a mulher e a fisiologia do parto. O profissional da saúde precisa acolher a gestante, buscando compreender os múltiplos significados de sua gestação, e o enfermeiro, pela natureza da sua formação pautada no cuidar, é um profissional com potencialidade para atuar neste processo. 

Perante este cenário, uma medida importante para a melhoria da assistência maternoinfantil refere-se à incorporação da enfermeira obstétrica nas equipes, um passo importante para a construção do modelo colaborativo, em consonância com a política da humanização do parto e nascimento. Assim, destaca-se a importância desta modalidade de formação, bem como a implementação de políticas públicas e a qualificação da atenção obstétrica e neonatal no país. 

Desse modo, a formação de enfermeiros obstetras para a assistência à mulher no período grávido puerperal e ao recém nascido, tem sido foco de políticas governamentais nos últimos anos. Com a criação da Estratégia Rede Cegonha em 2011, o Ministério da Saúde incentiva à formação destes profissionais, para tanto, os Cursos de Especialização em Enfermagem Obstétrica colocam-se como instrumento essencial para a formação de enfermeiros que respondam, na qualidade desejada e exigida, às necessidades assistenciais da mulher e do recém-nascido.

Diante desta realidade, a Escola de Enfermagem da UFMG aceitou o desafio de realizar Cursos de Especialização em Enfermagem Obstétrica (CEEO), em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Área Técnica de Saúde da Mulher/DAPES/SAS/MS e Departamento de Gestão da Educação em Saúde/SGTES/MSO. O CEEO é direcionado a enfermeiras que já atuam em maternidades do Sistema Único de Saúde em unidades federativas aderidas a Rede Cegonha e conta com a participação de 18 Instituições Federais de Ensino Superior.

Pode-se ainda destacar que, para além da experiência acumulada pela EE/UFMG na realização de cursos de especialização em enfermagem obstétrica ao longo da última década, os professores do Departamento Materno Infantil e de Saúde Pública (EMI), que coordenarão a realização do Curso CEEO-Rede Cegonha vem desenvolvendo ações que articulam ensino, pesquisa e extensão nessa área de conhecimento, bem como integram o corpo de docentes da Pós-Graduação lato sensu e stricto sensu, da EE/UFMG. 

Desse modo, espera-se ainda potencializar com este Projeto, ações de articulação entre as dimensões ensino e pesquisa e entre pós-graduação e graduação, particularmente, nas atividades de extensão a serem compartilhadas entre a coordenação geral dos cursos, a ser realizada pelos docentes do EMI/EE/UFMG e os docentes das IFES executoras.

Realização

 

IFES Participantes

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Apoio

 

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