Profissionais da Enfermagem Obstétrica se reúnem na 1ª Oficina de Avaliação e Planejamento do CEEO

Na última semana, entre os dias 29 de junho e 1º de julho, o Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica (CEEO) – Rede Cegonha, realizou a sua 1ª Oficina de Avaliação e Planejamento, que promoveu a discussão de estratégias de trabalho em rede e contou com a participação de coordenadores, preceptores, tutores e discentes do Curso de diferentes estados do Brasil, além de representantes do Ministério da Saúde.

Entre os convidados do evento, que teve o objetivo de planejar o reoferecimento do curso e discutir os resultados das suas propostas de intervenção, estava a consultora técnica da área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Euzi Adriana Bonifácio Rodrigues, que ressaltou a importância do CEEO e da Oficina. “Esse curso é fundamental para a formação de novos profissionais e para o empoderamento dos profissionais que já são qualificados como enfermeiros obstetras. Precisamos ampliar o número de enfermeiros obstetras com qualidade na formação, e esse evento discute isso, tanto em relação a oferta de novas vagas quanto a qualidade dessa oferta”, disse.

Ela apontou, ainda, o problema do excessivo número de partos cesarianos como resultado de uma questão cultural da população. “Temos um alto índice de cesáreas porque temos partos normais muito traumáticos, com muitas intervenções. A primeira coisa que devemos fazer para mudar isso é qualificar pessoas para fazer uma assistência de parto normal de mais qualidade, que resulte em menos traumas para mulher e para o bebê, e o CEEO vem de encontro a essa necessidade”.

O encontro de profissionais da Enfermagem Obstétrica de diferentes estados do Brasil durante o evento é um dos pontos apontados pela consultora como positivo, por possibilitar a troca de experiências. “Em alguns estados temos enfermeiros obstetras mais empoderados e com processos de trabalho mais qualificados e fluidos no sentido de mais aceitação. E em outros, ainda há muita resistência em relação ao trabalho do enfermeiro obstetra. Nesses lugares há atuação desse profissional é muito tímida e recuada. Em um evento como esse, a atuação do enfermeiro obstetra ganha no sentido de que os enfermeiros se sentem mais estimulados ao perceberem, a partir dos relatos dos outros, que é sim possível praticar uma Enfermagem Obstétrica de forma mais empoderada”, apontou.

Entre os representantes do CEEO presentes no evento estavam os professores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Ellen Petean e Aldrin Pinheiro, coordenador e tutor presencial do curso naquele local. Para Ellen, participar do CEEO como docente em seu estado foi uma experiência muito enriquecedora. “Durante o curso, procuramos provocar a construção de conhecimento coletivo entre as professoras e as alunas. Hoje, após a conclusão da primeira turma, é muito gratificante ver as mudanças positivas que estão sendo alcançadas na vida profissional dessas alunas. Foi muito bom poder contribuir de alguma forma e espero contribuir ainda mais nessa segunda etapa”, ressaltou.

Aldrin falou sobre a importância, para Rondônia, do CEEO, que, segundo ele, retomou no Estado o processo de qualificação e educação dos profissionais de Enfermagem pensando na qualidade da assistência ao parto. “Foi um desafio porque grande parte dos professores da nossa Universidade são novos na instituição e já foram recebidos com a proposta de fazer esse curso acontecer no nosso estado. Hoje, após a conclusão da primeira turma, os resultados positivos já podem ser observados nas nossas maternidades”.

Para a enfermeira obstetra Esmelta Batista, representante dos especializandos no evento, a experiência no CEEO foi extremamente positiva. Ela, que participou da 1ª turma do curso na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), conta que após a conclusão do mesmo, se tornou outra profissional no seu campo de trabalho. “Eu adquiri uma maturidade profissional dentro da Enfermagem Obstétrica que me faz hoje atuar de outra forma. Já estou transformando o cenário em que vivo, e os profissionais que me rodeiam, dos médicos as técnicas de enfermagem, me veem com outro olhar. O CEEO foi um divisor de águas na minha vida profissional”, relatou.

Durante a Oficina, o professor da Universidade Federal de Campinas (UNICAMP), Hugo Sabatino, lançou o livro Atenção ao Nascimento Humanizado, que foi entregue aos participantes do evento. “No livro eu procuro falar o que deve ser feito para humanizar o atendimento ao nascimento. A partir da sua leitura, é possível perceber que existem evidências científicas que provam que a utilização de procedimentos humanizados durante o parto melhora a saúde da mãe e da criança”.

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