CEEO: Coordenadoras(es) avaliam Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica

Pedimos para as (os) coordenadoras(es) do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica (CEEO) – Rede Cegonha, falarem sobre a experiência do projeto em suas respectivas Universidades. O primeiro relato é o da coordenadora do CEEO na Universidade Federal do Pernambuco, no Recife, Sheyla Costa. Confira abaixo:

 “O Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica/Rede Cegonha é uma importante estratégia para a formação de enfermeiras obstetras no desenvolvimento de suas competências e habilidades, desejadas às necessidades individuais e assistenciais da mulher, sua família e do recém-nascido. O CEEO/Rede Cegonha tem o foco na valorização da assistência para o cuidado baseado nas boas práticas sem a produção de intervenções desnecessárias.  

Longos caminhos foram percorridos, desde 2012, até chegarmos à aula inaugural com 24 alunas do CEEO em parceria com o Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Pernambuco (agosto de 2014) até o término, com a formação de 22 enfermeiras obstetras (dezembro de 2015).  Para isso, participamos de várias oficinas de Alinhamento Conceitual, realizadas em Belo Horizonte com o apoio do Ministério da Saúde. Sheyla

Nesses encontros pensamos no Matriciamento do curso e nas especificidades de cada região e instituição de ensino, com o intuito de garantir a realização e a qualidade do curso e pensar nas melhorias da formação e no alinhamento das propostas dos projetos de intervenção em saúde. A participação de especializandas e preceptores nas oficinas contribuiu para assegurar o compromisso e a responsabilidade do CEEO / Rede Cegonha/ UFMG/UFPE.

Doze preceptores de Recife que acompanharam as especializandas nas aulas práticas participaram do curso de aperfeiçoamento para assistência obstétrica com o apoio do Ministério da Saúde e da Escola de Enfermagem Ana Nery da UFRJ. Foram 15 dias de treinamento intensivo na maternidade municipal Mariska Ribeiro e no Hospital/Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda, com visita técnica à Casa de Parto David Capistrano Filho. Os preceptores são enfermeiras (os) obstetras que trabalham em maternidades do Recife apoiadas pela Rede Cegonha. O aperfeiçoamento contribuiu na atualização e empoderamento das (os) enfermeiras (os) para preceptoria do CEEO.

Certamente, o CEEO é um curso que ultrapassa os muros da academia. Ele vai além, buscando cuidar de quem cuida dessas mulheres, as (os) enfermeiras (os) obstetras. A  integração de corresponsabilidades que agrega o COREN, ABEN, ABENFO nacional e suas seccionais e os apoiadores da Rede Cegonha no Pernambuco e no Ministério da Saúde é imprescindível para o fortalecimento das boas práticas obstétricas.

Diante disso, temos a formação de 22 enfermeiras obstetras e o envolvimento de preceptores, professores do Departamento de Enfermagem da UFPE, alunos do curso de graduação em Enfermagem da UFPE, gestores de serviços, área técnica da saúde da mulher do Ministério da Saúde / SES de Recife e do Pernambuco, e a Escola de Enfermagem da UFMG. São todos parceiros para uma mudança expressiva na assistência obstétrica da cidade do Recife e de municípios do estado de Pernambuco. Tudo isso foi um divisor de águas e o oxigênio que precisávamos para continuarmos firmes no processo. 

Desenvolver uma produção científica a partir da elaboração de projetos de pesquisa com propostas de intervenção em saúde, a partir da realidade das especializandas, contribuiu para pensar nas melhorias que poderiam ser desenvolvidas nos serviços de saúde que as enfermeiras e egressas do CEEO integram. Foram desenvolvidos 22 projetos com temáticas variadas da assistência obstétrica.  

Mudanças ainda são necessárias para fazer valer a autonomia dos enfermeiros obstetras na assistência obstétrica do nosso Estado, mas é visível o impacto da mudança das maternidades do Recife, no que diz respeito as boas práticas.  O CEEO/Rede Cegonha 2016 irá expandir e consolidar o direito de a mulher ter uma assistência segura, humanizada e científica, além do empoderamento das (os) enfermeiras (os) obstetras no cuidado obstétrico”.

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